Sábado, Novembro 12, 2011














pastel seco sobre cartolina
70 x 100 cm













pastel seco sobre papel
50 x 70 cm

Sexta-feira, Novembro 11, 2011














pastel seco sobre papel
70 x 100 cm

















pastel seco sobre papel
40 x 30 cm














pastel seco sobre papel
50 x 65 cm












carvão e pastel seco sobre papel
70 x 100 cm

painéis do políptico








políptico
63 x 212 cm
impressão a jacto de tinta e colagem
(a partir de originais a esferográfica sobre papel)

dobrável

texto da procrastinação

“E à medida que a luz adquiria intensidade, expulsava diante de si exércitos de sombras, que se aglomeravam umas contra as outras e forravam a distância com os seus tecidos de mil pregas.”
Virginia Woolf

Deixar para depois é uma atitude comum entre as pessoas. Pode chegar a ser sintoma de uma perturbação psiquiátrica, quando praticada em excesso. É conotada negativamente, pelo senso comum, com a preguiça e a irresponsabilidade. Demorar a fazer as coisas ou espaçar os momentos de concretização são também, frequentemente, atitudes necessárias ao amadurecimento de ideias e à ponderação de decisões.
Os processos mentais e emocionais subjacentes à protelação de tarefas fazem parte de uma luta quotidiana que todos travamos com o Tempo. Aconteceu-me encontrar em dois espaços distintos, em diferentes momentos, postos de observação privilegiados desses processos: no “Bordel”, um bar efémero; no “Maria vai com as outras”, que existe ainda, agora, aqui. Entre as luzes caprichosamente vagas e os objectos emergindo de cantos sombrios, entre os copos e os cigarros, entre a música e o cinema, entre a literatura e as artes plásticas derramadas nos móveis, nas paredes e nas conversas, dei por mim a pensar recorrentemente sobre as relações das pessoas com os espaços, no Tempo.
Qualquer espaço que seja utilizado quotidianamente por pessoas sofre metamorfoses constantes. Por outro lado, um dado lugar é o mesmo para toda a gente, mas as imagens mentais que cada um constrói e conserva de um espaço e do seu ambiente são individuais, tanto quanto o são as vivências em si. A memória distorce qualquer cronologia, sendo simultaneamente a única ferramenta que nos permite a percepção temporal. É também o mecanismo que nos permite (ou obriga a) projectar o futuro e tomar decisões, como a de postergar alguma coisa.
Estes dois lugares tornaram-se, assim, cenários sugestivos para a minha reflexão, da qual me veio a vontade de figurar algumas evocações de momentos neles vividos, sucessivamente filtrados ao longo do meu percurso entre a observação e a criação. Desse percurso fez parte a execução de desenhos a carvão e pastel seco, mas também de desenhos a esferográfica, num caderno, cujas páginas foram preenchidas diariamente, como um mapa do raciocínio subjacente às opções do processo criativo.
Vale a pena perder tempo para reencontrar o Tempo.

Sara Nelma

presente do subjuntivo do verbo procrastinar

que eu procrastine
que tu procrastines
que ele procrastine
que nós procrastinemos
que vós procrastineis
que eles procrastinem

Sábado, Outubro 01, 2011

Procrastinação




Depois de um grande interregno...

Sexta-feira, Julho 09, 2010

Quarta-feira, Junho 30, 2010

O que ando a ler


















"Estamos tão habituados à ideia de que somos, inevitavelmente, a espécie dominante da vida, que é difícil aceitar a noção de que estamos aqui simplesmente por causa de oportunas explosões extraterrestres, ou outros felizes acasos. Uma coisa que temos em comum com todos os outros seres vivos é o facto de, durante quase quatro biliões de anos, os nossos antepassados terem conseguido esgueirar-se por uma série de portas que se fechavam, de cada vez que foi necessário fazê-lo." in Bryson, Bill, "Breve história de quase tudo", p. 348, Quetzal Editores, Lisboa, 2006

Domingo, Maio 09, 2010

Quarta-feira, Abril 21, 2010